July 30, 2014 | Posted in:Artigos & Opiniões, Notícias

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O nosso pequeno país, insignificante economicamente (não produz petróleo!), é, ficámos a saber recentemente, o pioneiro na luta contra regimes liderados por tiranos claramente agressores de todos os direitos humanos. Esta notícia foi-nos avançada pelo homem máximo da nação. Não, não foi Ricardo Salgado, foi Cavaco Silva que afirmou que a entrada da Guiné Equatorial na CPLP iria melhorar a débil situação dos seres humanos que por lá residem. Viva! Quando conseguirmos convencer a Coreia do Norte a entrar ganharemos um Nobel.

Como não estou tão confiante como Cavaco Silva, e uma vez que já pusemos a “pata na poça”, o melhor é esquecer que a Guiné Equatorial ocupa o 136º lugar no índice de desenvolvimento humano, tem 19% de crianças subnutridas, é o 163º país no índice de corrupção e que uma em cada oito crianças não chega a completar os cinco anos de idade porque morre com problemas de saúde e aproveitar a sua produção diária de mais de 500 mil barris de petróleo e os mais de 100 milhões de euros prontinhos a financiar o BANIF que tanto precisa.

A CPLP tem um potencial económico poderosíssimo. Estima-se que em 2020 passe a ser o 4º maior produtor de petróleo do mundo. Mais uma boa notícia. A União Europeia já pode bater o pé à opressora Rússia que tem aumentado o preço do gás natural e até fechado as torneiras ao velho continente.

A última boa notícia, e que nos deve deixar o peito cheio de ar, é que com o tipo de português que se fala na Guiné Equatorial a nossa língua é a segunda mais falada no mundo.

Diogo Pereira

Diogo Pereira

Sócio da Secção de Defesa dos Direitos Humanos da AAC desde 2013

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