April 20, 2014 | Posted in:Artigos & Opiniões, Notícias

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Abril é o mês mais importante da história recente de Portugal. Pelo menos é o que aponta um estudo feito pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. A Revolução dos Cravos é, para 59% dos inquiridos, mais importante do que a entrada de Portugal na CEE, a Batalha de Aljubarrota ou até mesmo a chegada de Vasco da Gama à Índia.

Talvez por tudo isto esteja a ser dada tanta importância aos Capitães de Abril – que fizeram a Revolução, com a ajuda dos militares e do povo – que querem falar na Assembleia da República. Todos nós devemos muito a estes homens que deram um passo importantíssimo para que, por exemplo, possa estar a escrever este texto.  No entanto a ideia de liberdade deles parece muito diferente da minha. Estes senhores querem ser donos do regime e dizem que não se revêm com o atual rumo político do país. Ora eu, utilizo as mesmas palavras de Assunção Esteves na Assembleia da República: problema deles.

Os militares, em geral, e os Capitães de Abril, em particular, têm que chegar à conclusão que um regime democrático é isto. É o bom e o mau, é a concordância e a discordância é, no fundo, aceitar qualquer decisão tomada democraticamente mesmo que ela não nos agrade.

Os tempos não estão famosos. Muitos de nós discordamos das linhas orientadoras deste e dos últimos governos, por isso, vamos fazer aquilo que há 40 anos nos passou a ser permitido: perguntar, refutar, discutir e votar. Ninguém é dono do regime. Os tempos de vassalagem já lá vão.

Diogo Pereira

Diogo Pereira

Sócio da Secção de Defesa dos Direitos Humanos da AAC desde 2013

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