Leva-me à Igreja

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January 31, 2015 | Posted in Artigos & Opiniões, Newsletter, Sugestões Culturais | By

Verdade que a música sempre foi das primeiras formas de arte a quebrar preconceitos. Não há novidade nisso. Não sabemos se por causa da quantidade [há mais músicos que cineastas e pintores juntos] se pela facilidade [fazer e divulgar uma música é três vezes mais barato e rápido que um video ou pintura], mas é indiscutível que desde sempre nos lembramos da música a “pôr o dedo” na ferida.

Cantores de renome ou menos conhecidos a falarem sobre discriminação com base na orientação sexual nas suas músicas não é novidade (Pink, Gaga, Mackelmore & Ryan Lewis, etc). Cantores assumidos que cantam canções não assumidas, cantores não assumidos a cantarem canções assumidas, cantores assumidos a cantarem canções assumidas, cantores não assumidos a cantar canções não assumidas. Até trocas de beijinhos entre cantoras ao vivo já todos vimos [Madonna e Britney Spears em 2003]… para não falar das inúmeras canções que se tornaram famosas e polémicas por falarem de gays ou lésbicas ou trans (YMCA ou  Really Don’t Care, entre outras mil).

Cantores de Pop e Rock a assumirem-me (Linda Perry, Brandi Carlile) cantores de Pop e Rock a assumirem-me depois de 15 anos de carreia (Ricky Martin, Daniela Mercury), da Clássica à Latina e Brasileira (Adriana Calcanhotto)… até cantoras de Country já vimos assumirem-se (Shelly Wright). Cantores que nem sei se alguma vez chegou a ser necessário assumirem-se (Elthon John). Cantoras lésbicas a ganharem Óscares (Melissa Etheridge). Cantoras heterossexuais a darem o salto da carreira por “beijarem a rapariga” ou lançarem “o fogo de artificio” (Katy Perry).

Antes usavam-se letras em código por ser ilegal… o nosso “Mr. Tambourine Man” do mundo LGBT. Depois começaram-se a usar letras supostamente “heteros”, mas cantadas por cantores, que mais tarde, quando assumidos, as tornavam letras “homos”, afinal de contas. Mais recentemente já se faziam letras homos, cantadas por cantores homos. Mas só quando as carreiras estavam já bem lançadas. De seguida, a moda seria cantores heteros a usarem as suas canções para apoiar a causa LGBT. Uns de uma forma mais divertida, outros de forma mais séria – mas todos já às claras. Por fim, cantores a usarem (de alguma forma) a polémica ainda inerente ao tema como jogada de marketing, foi uma última tendência.

Mas o que eu nunca tinha ainda assistido era a cantores lançarem-se à séria no mundo da música com singles sobre crimes de ódio com base em orientação sexual… KKK do mundo gay, eis uma aparição simbólica, mas ainda assim bem visual. Porque assim se lança uma carreira ou se entra no top do VH1 hoje em dia… ou não fosse esta a história de Hozier, o cantor irlandês. Surpreendeu-me. Os tempos de facto mudam… eu digo “Ámen”, mas a minha avó diria “leva-me à Igreja”!

Inês Lopes

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